E ali estava ela: Numa tarde de domingo, onde pessoas simplesmente sentam-se para ver domingão do faustão, ou saem para o alto da sé, ou a feirinha do antigo, ou, simplesmente, consomem sua vontade de ócio sem muitas delongas (rede, chinelo, livro/música, e sono). Mas lá estava eu, entregue às lágrimas. Vendo pontos de vista chocarem-se, frases mal formuladas sendo pronunciadas, e mais. Muito mais. Um sentimento que, para mim, pronunciá-lo é quase uma tortura, algo inadimissível, mas que mesmo assim, pronunciei-o repetidas vezes, e espero continuar assim . Medo, vergonha, dominavam. O vento já não alcançava mais. Nada alcançava, a não ser uma doce sensação nada estranha, mas que nunca é identificada. Nunca é, nunca foi, ela simplesmente chega. Mas ontem foi diferente. Ontem ela apresentou-se, muito mais rápido que em todas as outras vezes.
Ela chegou a mim, com seu casaco, andando graciosa, mexendo seu cachecol tenebroso e sem vida. Com um sorriso maroto no rosto, ela tocou meu ombro, e paralizou-me. Enfim, seu nome pronunciou:
"Enfim, eu voltei querido. Sou seu desespero."
Foi-se tão logo se apresentou: Como mistério, lâminas perfuraram-a, e o brilho de uma chama a escuridão levou para longe. Ela falou que voltaria, quando eu menos esperasse... Mas a coitada não sabe. Eu consegui chamar-me de garoto novamente. Não de forma negativa. Mas da forma do garoto que sou: um olhar forte, que simultaneamente consegue ser carinhoso. Uma frieza calorosa, que frieza deixou a muito de ser, mas ganhou um nome apropriado: Sabedoria. E então, o vento bateu. Antes mesmo que eu pudesse pôr os pés no mundo. Voltei, e fiz o que eu pudia fazer. Agi como sempre havia agido, nas sombras, fora da percepção daqueles que mais se alegrariam em saber das minhas atitudes. Pus meus tênis, e fui correr. Voltei, e numa barreira bati, mas tanto bati que quebrei-a. E bati meu rosto várias vezes ao chão. Se vaeu a pena? Ah, valeu sim. O garoto voltou. Apesar de, agora, ele ter barba....
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