Terça feira. Terça feira?? Sei lá. Enfim. Um amigo meu veio durmir aqui, e trouxe de volta um aparato que é muito estranho para a minha casa: Nossa viola (minha e da minha irmã). Vavá, seu nome. Meio velha, descuidada, que tem suas cordas mal-tratadas pelos meus dedos não habilidosos nas noites, manhãs, e tardes de dias quaisquers. Pobre Vavá, que recebe carícias frequentes daquele que seu potencial total não sabe libertar! Pobre viola, que tanto foi violada pelos meus dedos secos, numa tentativa minha de encontrar algum conjunto de notas que fizesse a mim chorar madrugadas a dentro!!
Mas na terça(terça?) foi diferente; Vavá não chorou. Meus dedos muito menos. Naquele momento, o pobre pseudo-bardo, que sou eu, libertou algo em vavá, algo que não eu sabia existir em mim mesmo. Moid, um cara que conheci a pouco tempo, ouviu a viola falar. Ela gritou, soltou palavras gentis, palavras quentes e frias, loucuras presas, e talvez o mais importante, um sentimento não dito para ninguém ainda. Um sentimento que, para a viola, simplesmente não pode ser nomeado. Ao acabar a aparente loucura feita no violão, olhei para mim mesmo e pensei: "Isso foi um réquiem. Um réquiem para minha insanidade. Simples assim.. Insano, cruel, e sem pudor. Apenas existe." Mas eu durmi. Eu pensei. Aquilo não era insanidade. Nunca foi. A única crueldade que havia nos sons emitidos pelas calejadas cordas de Vavá feria apenas a mim. Pois o que vavá cantou não era insanidade. Vavá, naquele dia, cantou pura e simplesmente... A minha coragem.
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blogs deveriam permitir comentários em forma de vídeos. Minha feição disse tudo
ResponderExcluirNão há verbetes no meu pseudovocabulário que possam demonstrar o que achei do texto.
ResponderExcluirTalvez um palavrão + a minha expressão possam.
"Foda."