Julya era uma garota daquelas, sabe, bem comuns hoje em dia, dependendo daonde você for; ouvia muitos estilos musicais, gostava de escrever, desenhar, morava sozinha, fazia um curso de fotografia, enfim. Uma garota comum, como ela só. Morava num apartamento comum, um pouco maior que um kit-net comum, num prédio comum, que ficava, olha só, numa esquina comum, dessas que nós vemos na vida. Acordou comumente numa tarde comum, após uma farra comum para os boêmios... Comuns. Levantou-se, só de calcinha, e encontrou uma surpreta: um papel do cara que a acompanhou até em casa, depois da farra. Comum o papel, nada de mais, e ela deixou para vê-lo depois. Ligou o som, que possuia uma entrada usb comum a todos os aparelhos que possuem entradas usbs, e deixou as músicas tocando aleatoriamente. Viu que seu celular comum recarregou durante a noite, e lembrou-se do cara. Um cara quase comum, meio estranho até, que viu no bar, tomando cerveja e escrevendo em seu caderno, apoiado nas pernas. Estranhamente concentrado, nem notava que sua cerveja comum estava esquentando, como todas as outras. Mas o lápis dele continuava, não cessava o movimento... Negava-se a isso. Quiando cessou, Julya pediu uma cerveja, sentou ao seu lado, e estranhamente, perguntou se podia ver o que ele havia escrito. O rapaz apresentou-se: Jonathan. Não era daquele país, era um forasteiro, mudou-se com a família a 3 anos para lá. Não fazia faculdade, fazia um curso de pintura e outro de culinária. Julya decidiu chamá-lo de Jonh. E perguntou-lhe porque ele escrevia no meio de uma farra, se ele não se sentia envergonhado em fazê-lo. "Oras" - disse Jonh - "Não machuco ninguém fazendo isso, por que teria vergonha de fazê-lo? Apenas sento-me aqui, com meus pensamentos, e cumpro minha vontade com toda a intensidade que posso".
Jonh e Julya conversaram, até o bar fechar. Jonh foi deixá-la em casa (eles foram andando. Nada como ter um bar perto de seu lar =D), e acabou como muitas dessas histórias da noite: Ele subiu, conversaram, falarm sobre música, filmes, e se beijaram. "Graaaaaande Jonh", pensava Julya, e fizeram coisas normais: jogaram até xadrez! (o comum, não o japonês) Um pouco após conhecerem-se melhor. Jonh só se foi ao amanhecer. E Julya pensou que ele fosse mais um daqueles caras normais, sabe? Não ligam depois, não procuram. Então Julya foi ler o papel, deixado de lado como outro papel comum. Mas seu conteúdo não era comum; Julya abriu um sorriso incomum, intenso, porém discreto, e começou a catar dinheiro pela casa... Para as cervejas, no mesmo bar, na noite que estava por vir naquele dia .
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bom mesmo é fazer do lugar comum, uma grande poesia.
ResponderExcluirMuito é comum, mas nada é igual.
ResponderExcluirOs seres mais incríveis estão nos lugares mais comuns. Basta ficar atento.
ResponderExcluirp.s.: saudade do teu abraço ^^